23/03/09

Após a Verdade

Após a verdade, fica sempre um silêncio.
Um silêncio em que a nossa alma grita, mas não se ouve.
Um silêncio repleto de dor.
Uma dor que nos paralisa.
Momentos em que o nosso desejo é ficarmos quietos, parados no nosso silêncio, nesse silêncio em que apenas a alma grita, em que a alma grita de dor.

Porque teimam em nos esconder a verdade?
Porque não há honestidade e frontalidade?
Mil vezes uma verdade que doa, à dor de uma mentira funesta.
Porque quando a verdade da mentira se revela, somos assolados por uma dor tão profunda, que jamais a imediata verdade provocaria.

Vivemos rodeados de hipocrisia.
Falsos sorrisos, falsas mãos que fingem ajudar, e que nos atraiçoam assim que as suas necessidades falam mais alto.
Afinal, quem são os Amigos?
Como os distinguimos no meio da imensidão da hipocrisia?
Como fazemos para nos proteger, quando os que nos rodeiam insistem em nos atacar?

No final…
Atingimos um ponto em que a alma se fecha sobre si mesma.
Fecha-se, na procura um refúgio.
Um refúgio para a imensidão da dor.
Uma dor imensa com uma só causa: a mentira.